CONCRETO DURÁVEL

 

 

Somos levados a pensar na resistência mecânica do concreto como indicador de qualidade. Afinal, é praticamente impossível imaginar que um material pétreo visivelmente resistente possa ter vida curta. Compará-lo com a pedra natural é um exercício corriqueiro para qualquer pessoa, leigo ou especialista. Desde 1824, quando foi inventado e colocado no mercado, foi assim, o concreto, produzido com cimento Portland era considerado eterno.
 
No final da década de 1950, o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer ousou ao dar formas curvas às obras da Pampulha, em Belo Horizonte, e deixar de aplicar revestimento para acabamento da superfície, boa prática exigida na época. O resultado plástico encantou o mundo pela objetividade prática do material nas mãos do jovem arquiteto e mudou a forma de se construir em todo o mundo. Fazer um molde em madeira, inserir barras de aço como reforço, moldar em concreto, remover o molde, fazer o fechamento e concluir o serviço – esta era a nova ordem da construção civil, sinônimo de avanço, progresso e novos prazos para o mundo da construção.
 
Em 1960 Brasília é inaugurada em tempo recorde, graças à nova maneira de se utilizar o concreto. As proporções do projeto incentivam arquitetos em todo o mundo a projetar com o recurso do concreto exposto, aparente. No entanto, o projeto mostrou-se frágil aos efeitos do tempo, revelando algo novo, o concreto se deteriorou – durou apenas 20 anos – iniciando uma onerosa vida residual. No começo da década de 1980, iniciam-se os trabalhos de recuperação do concreto de Brasília e surge a indústria de recuperação estrutural no país.
 
 
 

 

Petronilho e Associados Tecnologia da Construção Ltda | Av Brigadeiro Luiz Antonio, n° 3030 - Cj 161 | Jardim Paulista | 01402-000 | São Paulo - SP
(11) 99174-1221 |(11) 99169-4279 | www.petronilho.com.br | contato@petronilho.com.br